Motivação sempre, desistir nunca! #2 - Ter ou não ter PT

Quando era miúda até à 4º classe fiz ballet. 
Tinha o chamado “pé chato” e foi-me aconselhado fazer para corrigir também a postura.
Funcionou muito bem até querer desistir porque a professora gritava muito (verdade seja dita não era feita para aquilo. Ainda para mais no fim do ano até tinha um espetáculo. Eu gorda que sei lá de fatinho de ballet metia medo a qualquer coisa).
Depois passei para a natação de competição da qual guardo grandes memórias:
O meu pai era quem me levava à natação. A mim e à C. Depois chegávamos a casa e ele com todo o seu cuidado extremo secava-me sempre o cabelo enquanto me penteava. Nunca dei um berro com ele a pentear-me. Lembro-me também de uma prova que fiz em Estremoz com o meu pai a filmar a desgraçada a nadar croll e costas.




Achei que devia desistir porque a competição estava a começar a sério e eu nunca fui de competir na vida, portanto desisti. Depois mais velha no 10ºano virei-me para o ténis. Dois anos a jogar ténis sem torneios e achei também que já chegava deste desporto.

Parei e voltei-me para o step. Adorava as aulas, super mexidas, mas ficava muito cansada, o peso não ajudava e a sensação depois da aula, achava eu, não me compensava o esforço.
Vim para Lisboa, onde ainda estou e entrei na faculdade.

Até me decidir a entrar num ginásio e fazer dieta a coisa demorou bastante. Ou melhor quando senti que o corpo não aguentava andar a pé nem subir as escadas do Estádio de Alvalade onde tinha o meu cativo, achei por bem começar a fazer dieta e inscrever-me no ginásio.
Foi em 2010 que me inscrevi pela primeira vez num ginásio, no Holmes Place.
Era perfeito, mas também caro como tudo a mensalidade.
Fazia treino cardiovascular e treino de tonificação e depois ainda ia nadar (altura em que ainda alguém equacionou levar-me para o Sporting para ver os meus tempos. Abortei a tentativa por não querer dar mais tristezas ao meu clube de sempre e para sempre).

Achei que não tinha postura nos exercícios. Achei que se tivesse alguém ao meu lado me ia motivar mais. Foi aqui que comecei a ter PT (no Holmes um autentico balúrdio, hoje é quase metade).

Mas hoje penso que invisto na minha saúde física e mental.
Depois quando abriu o Pump Alvalade mudei-me para lá e encontrei um novo PT.
Procurar um PT significa muito mais do que procurar motivação. Porque o nosso PT não modifica o nosso corpo. Dá-nos as ferramentas e coordena os nossos treinos para nos modificarmos. O esforço é nosso.
A importância de eu ter ou não ter um PT reside no facto de ter um acompanhamento sistemático do meu treino, evitando ao máximo possíveis lesões e adaptando da melhor maneira as minhas capacidades físicas e psicológicas.
O PT começa por saber quais os objetivos concretos que me levaram a procurá-lo, traçando ele um plano por metas. O treino com PT deve ser realizado no mínimo de dias um valor médio em relação ao numero de dias do mês em questão.
No entanto, nem todos temos esta possibilidade de ter um PT, seja uma vez por semana, seja duas, seja três.
Os PT não são generalistas.
Cada pessoa que o PT treina é uma pessoa com características físicas e psicológicas diferentes e por isso o PT preocupa-se com pormenores e etapas diferentes em cada pessoa, fazendo uma avaliação continua do perfil.
O meu objetivo é conseguir as linhas, princípios básicos e métodos eficazes, para me ajudar nos meus próprios objetivos ao longo dos anos, com novas ideias de treino, novas rotinas, novos treinos funcionais e assim não faço sempre o “mesmo” que acaba muitas vezes por desmotivar a maioria das pessoas.
Objetivos concretos e específicos passam por mudar de hábitos alimentares e hábitos desportivos. Deixar o sedentarismo e sermos ativas/ativos!
Quem tem possibilidade é mais que óbvio que aconselho o treino acompanhado por todos os motivos e mais alguns, sobretudo na fase inicial.

Não conhecemos as nossas capacidades físicas, os nossos limites físicos e psicológicos em relação ao exercício físico e ao nosso corpo.
No entanto, não ter PT não significa uma desculpa para não poder treinar. Todos os ginásios dispõem sempre de pessoas experientes e qualificadas para nos ajudar nos exercícios, nos padrões de movimento e correção de postura. O Pump não é exceção.
Quero também dizer que a motivação é fundamental partir de nós próprios.
Se quem nos treina estiver motivado para nos treinar e conseguir connosco os resultados, melhor! É uma óptima ajuda.
A motivação, esforço, dedicação e persistência para a ir ao ginásio é nosso.
É meu! Às vezes é maior, outras nem existe.
Sei bem do que falo, mas sei bem do enorme esforço que tenho feito e da enorme motivação que tenho encontrado nas mais pequenas coisas da minha vida!
Ter um PT é muito importante para mim é verdade, mas não ter não me serve neste momento de desculpa para não treinar.
Prefiro treinar à noite, antes de ir para casa para libertar o stress do dia e não chatear o Homem com os meus problemas existenciais. Tento treinar todos os dias da semana e descansar ao domingo.
Tento dar o tudo e libertar toda a raiva, tristeza, alegria e adrenalina que sinto diariamente.
Tento não desmarcar os treinos por falta de vontade.
Tento todos os dias não me desmotivar a mim mesma!
Tento pensar que nos dias em que não tenho vontade (finjo ter vontade) de antes de ir para casa ir treinar!
Tento não fazer um bicho de sete cabeças se por ventura não puder. Confesso que fico muito mais irritada e cheia de birras parvas se não for. Mas paciência. Haja quem me ature!
Sejam ativos! Por vocês. Se não formos por nós próprios ninguém é!

Beijinhosssss,

Ana Luisa

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