Motivação sempre, desistir nunca #3 - Cronica de um amor

Desde muito pequena que sempre fui gorda. Gorda no verdadeiro sentido da palavra mesmo.

A maldição dos genes actua na minha família como um verdadeiro veneno [às vezes é mesmo].
Tenho uma predisposição genética enorme para engordar.
Nos meus 22 anos cheguei aos 96 kg. Sendo uma pessoa baixa, era uma autêntica bola.
A minha auto-estima e amor próprio nunca abundaram na minha cabeça.




[hoje ainda não abundam]

Acho que cada dia me aceito mais como sou, aceito o meu corpo, aceito o que ele teve, o que ele tem, e aceito os defeitos e qualidades.
Mas ainda não me consigo ver com menos 45kg.
Umas vezes sinto-me inchada, outras nem por isso.
Ou é o espelho que acorda de mau humor ou eu.
[por acaso até acho que sou eu que acordo sempre com os pés de fora e não o espelho]
Sempre tive dificuldade em ver-me ao espelho e hoje não fujo muito à regra acho que isso ainda não mudou.
Mudaram outras coisas.
Durante anos usei como desculpa a maldição dos genes talvez
[acho que consigo concluir isto agora quase nos 30.. ainda fui a tempo!]
Hoje não uso mais a maldição dos genes como desculpa.
Desde 2010 que iniciei uma espiral de dietas pela porta errada, eu sei, minha culpa.
[fui a uma clínica de emagrecimento]
Correu mal.
Em 2013 já tinha recuperado praticamente tudo o que tinha perdido.
Porque fazia medicação que larguei por achar que já estava bem, e fazia desporto que deixei de fazer exatamente porque já respirava.
Deixei de respirar novamente.
Deixei novamente de sentir a liberdade que sinto hoje e pensei que tinha de fazer algo.
Aqui parei, pensei mas continuei a comer bolo de bolacha como se não houvesse amanhã, croissants com chocolate [doses industriais]
2013 foi o ano dos dissabores. Perdi duas pessoas muito importantes na minha vida.

Novo ano, novas resoluções : curar as feridas do passado
Foi novamente em 2014 pela mesma porta que tentei novamente dar uma nova vida ao meu corpo.
Desta vez consegui! Foram menos 45 kg e ganhei uma vida estável.
O pior não é emagrecer, nem perder peso.
O pior é manter.
No dia em que fui ao meu médico ele disse-me logo que seria “uma dieta para a vida” devido à “maldição dos genes”.
Mas sei que encontrei um caminho que posso seguir:
através do desporto, que não dispenso.
através da descoberta de novos sabores e habituar o meu corpo a eles e substituí-los por outros menos demoníacos.
Hoje faço as minhas “marmitas” sem qualquer vergonha, cozinho muita coisa que antes comprava [gosto de saber aquilo que como e o seu verdadeiro valor nutricional].
​Hoje mudei tudo.
Mudei o meu estilo de vida.
Deixei de comer por emoções. Deixei que as emoções dominassem o meu instinto, que se voltava sempre para os doces.
Pratico desporto diariamente [descanso ao domingo, quem via a rua sésamo "o domingo é dia de descanso por isso ao domingo eu danço"]​ com acompanhamento, que acho crucial.
Mudei os meus hábitos alimentares. Procuro substituir os alimentos "demónio" por outros mais saudáveis. [nutella por cacau cru [o que não quer dizer que um dia não cometa pecados, todos cometemos]]
Foi precisa muita paciência.
Ainda hoje é preciso muita paciência, sobretudo quem convive comigo diariamente, de quem me ama e de quem gosta mesmo de mim.
Sei que sem eles não seria a mesma coisa.
Hoje acho que me amo mais um bocadinho.

Amanhã talvez um pouco mais e assim sucessivamente.
Basta querer. Porque amo quem me ama e porque me tento amar a mim todos os dias.
É um amor construído.
É um amor em que fui arrumando gavetas e abrindo outras.
É uma amor cuidado todos os dias.
Não é uma paixão repentina. É criar um amor para sempre, como nas mais belas histórias de amor.

tudo isto,

#Porque me amo
Porque juntos, somos sempre mais fortes
U-Choose health!

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