Venha de lá 2017!

2016 passou a correr, não?!
a partir de setembro então , foi a locura total, sempre a rasgar.
Senti que o tempo me fugiu
senti que não tinha tempo nem para me coçar sequer [não tive muito tempo para mim, a não ser os meus treinos que esses considero só meus, a minha terapia de ginásio]
senti que o tempo escorregou sem me avisar e quando dei por mim estava sentada na mesa de natal.




Foi um ano difícil

mudei de emprego [e estou tão agradecida por isso]
mudei de casa  [e estou tão agradecida por isso]



Em 2016
um ano em que lutei por aquilo que queria e que achava que tinha abandonado e não tinha forças para regressar [a minha paixão por este canto, por escrever aqui neste cantinho que não está à beira-mar plantado, mas sim no mundo digital criado]
um ano que me aventurei num projeto novo, meu, recente, ainda bebe, porque nasceu em outubro, outro blog [para mostrar e partilhar o que vivi sobre a perda de peso] mas desta vez lançei ao vivo [pouca gente a assistir é verdade, mas gente que me fez todo o sentido estar ali comigo]
como a minha mãe diz tantas e tantas vezes para me acalmar o coração - só faz falta quem está

um ano em que perdi amizades e ganhei outras
um ano em percebi que existem muitas pessoas tóxicas, muitas pessoas que não vale a pena respirarmos o mesmo ar que elas.
Percebi que não vale a pena ser apenas uma pessoa a lutar por uma amizade que achava que existia, e que de repente, de amizade já tem pouco ou mesmo nada
percebi que adoramos julgar tudo e todos e que muitas vezes mandamos para o ar sem perceber realmente o que se passa
percebi que não sou ninguém para julgar ninguém, mas também não me critiquem sem saber minimamente o que estão a criticar [palese, nem comigo nem com ninguém façam isso]

Começei verdadeiramente a aceitar-me
não ultrapassei as minhas inseguranças é certo, muitas vezes fujo de mim a sete pés
mas cresci.
Caí vezes sem conta
Levantei-me vezes sem conta
ri
chorei
dançei até de madrugada
ri até não aguentar a dor de barriga
gritei
zanguei-me
fiz as pazes com o passado recente e com o passado longinquo
perdoei-me
senti saudades infinitas do meu pai
do meu tio
da minha avó
do André
Fui feliz em Badajoz
no Norte 
no Minho
na Madeira a descer a encosta nos cestos
Senti saudades das Maldivas
fiz um ano de casada.



Amei
fui amada
provavelmente também odiada
Tive muitas dúvidas existenciais
arranjei resposta para elas mesmo que pouco sentido me fizessem, ou nenhum, mas arranjei e fiz uma vénia a mim mesma por cada resposta que descobria
perguntei-me muitas vezes porque é que dava tanta importância ao que os outros pensam, se quem tem de dar importância sou eu mesma
perguntei-me muitas vezes ao que é que eu dava realmente importância, não me preocupando se outros entendiam ou não as minhas preocupações.
preocupei-me comigo
preocupei-me com os outros
[des]larguei-me de quem não valia a pena
agarrei-me àqueles que não desistem dos meus sonhos e muitas vezes até os tornam realidade
arrumei gavetas perdidas no tempo
abri outras sem reservas e sem data para as fechar
tentei enfiar na mona que não sou a Madre Teresa de Calcutá para salvar o mundo [gostava mas não e de santa tenho pouco]



Para 2017:
é no fim do ano anterior que fazemos um balanço de vida. Medimos os quilos de coisas boas e guardamos e deitamos fora os quilos das coisa más.
é no fim do ano anterior que os pensamentos se multiplicam sobre o que fizemos e se dividem sobre aquilo que não fizemos e deveríamos ter feito

Normalmente as resoluções de ano novo, são básicas é muita pressão para comer as 12 passas e estamos num excitex profundo com os copos de champagne na mão e com o telemóvel na outra a desejar o bom ano.
Costumam passar por emagrecer [coisa que já fiz, agora é manter e se possível baixar 3 kg], voltar ao ginásio [ora já faço todos os dias da semana menos ao domingo], comer menos doces [não podemos pedir tudo, mas como não tenho em casa, não caio em tantas tenções]

Quando como as passas é para esquecer, chego à quarta e não me lembro puto do que pedi, desisto e enfio com tudo boca a dentro e começo em stress a repetir desejos para mim mesma

partilho os deste ano, não são segredo para ninguém
[verdade seja dita não percebo porque não dizemos em alto os desejos para o ano seguinte]
saúde para mim
sáude para o Homem
saúde para minha mãe
saúde para o resto da famíla
saúde para os amigos
manter o emprego que tenho [que adoro]
ser mãe
fazer um workshop com o blog
não me chateiem a cabeça com coisas que não lembram ao menino jesus
ri muito e chorar pouco [só se for de alegria]
ser feliz junto dos meus
manter o meu peso!

Um ano imprevisível a todos, mas que seja um ano imprivisivelmente bom.
Beijinhossssss

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